O processo de hospitalização na infância, especialmente entre crianças de 6 a 12 anos, representa uma ruptura importante nas atividades do cotidiano infantil. O ambiente hospitalar costuma ser marcado por normas rígidas e procedimentos invasivos que, muitas vezes, interrompem ocupações importantes para a criança, como o brincar, a educação e a convivência familiar, podendo causar estresse, regressões no desenvolvimento neuropsicomotor e isolamento social. Este estudo tem como objetivo investigar os impactos da hospitalização no desempenho ocupacional de crianças na segunda infância, assim como analisar as estratégias de intervenção da Terapia Ocupacional desenvolvidas nesse contexto, com base na produção científica dos últimos dez anos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio da análise de artigos científicos encontrados nas bases de dados SciELO, Portal CAPES, PubMed e Google Acadêmico, publicados nos últimos dez anos, nos idiomas português e inglês, com foco na hospitalização infantil, pediatria e intervenções da Terapia Ocupacional. Esperase demonstrar que o brincar é uma ocupação fundamental para a criança e que a Terapia Ocupacional pode utilizar esse recurso terapêutico não apenas como forma de distração, mas também como maneira de auxiliar a criança a expressar sentimentos, medos e compreender melhor o processo de tratamento e recuperação. Dessa forma, pretende-se destacar a importância da Terapia Ocupacional no contexto hospitalar, principalmente por meio da promoção de atividades que auxiliem na continuidade das ocupações do cotidiano infantil, contribuindo para minimizar os impactos da hospitalização e favorecer o desenvolvimento, a autonomia e a participação da criança em suas atividades mesmo durante o período de internação.