O presente artigo analisa o fenômeno do assédio moral no ambiente hospitalar sob a perspectiva do desenvolvimento humano e da tutela constitucional da dignidade da pessoa humana. O ambiente de saúde, marcado por hierarquias rígidas e alta carga de estresse, revela-se um terreno fértil para condutas abusivas que transcendem o mero ilícito trabalhista, configurando-se como graves violações aos direitos fundamentais. Adota-se como referencial teórico a Teoria das Capacidades de Amartya Sen, argumentando que o assédio moral constitui uma "desliberdade" (unfreedom) que priva o profissional de sua agência e de funcionamentos básicos, como o autorrespeito e a segurança psicológica. A investigação examina o marco normativo brasileiro recente, com destaque para a Lei nº 14.457/2022 e a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça, além de estratégias estatais previstas no Plano de Metas Setoriais 22/25. Discute-se, outrossim, a integração entre a governança ética e padrões de acreditação internacional, especificamente o modelo Qmentum, demonstrando que a segurança do paciente é indissociável da integridade moral de quem cuida. Conclui-se que o enfrentamento ao assédio é condição sine qua non para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 8 (ODS 8) da Agenda 2030, exigindo uma gestão hospitalar que reconheça a saúde mental do trabalhador como um indicador de qualidade técnica e compromisso ético com o florescimento humano.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2025
Cutter: A474a
Publicação: 06-11-2026
Nº Páginas: 25
Autores:
LUCENILDA DA SILVA ALVES (---)

Orientadores: 
M.Sc. ALBERTO DE MORAES PAPALEO PAES (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Amartya Sen 
  • ambiente hospitalar
  • Assédio Moral
  • Dignidade Humana
  • ODS 8
Keywords: 
  • Amartya Sen
  • hospital environment
  • Human dignity
  • SDG 8
  • Workplace bullying