O artigo analisa a garantia do direito à educação inclusiva para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), confrontando o ordenamento jurídico brasileiro com a realidade fática no estado do Maranhão. O objetivo geral consiste em investigar o “abismo” existente entre as garantias legais e a efetiva oferta de suporte especializado nas instituições de ensino maranhenses. A metodologia adotada possui natureza qualitativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, pautada na análise da legislação vigente, dos dados institucionais do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) e da jurisprudência do Tribunal de Justiça do Maranhão e instâncias superiores. Os resultados demonstram que, embora o Maranhão registre 97,2% dos estudantes da educação especial matriculados em classes comuns da educação básica, a inclusão ainda se revela predominantemente simbólica, uma vez que apenas 7,8% dos docentes possuem formação específica para o atendimento de estudantes com TEA. Evidencia-se uma omissão do Poder Executivo que configura violência silenciosa e negligência administrativa, forçando a crescente judicialização para a obtenção de direitos básicos, como o acompanhante especializado. Conclui-se que a atuação do Poder Judiciário tem sido fundamental para conferir eficácia prática ao ordenamento inclusivo e proteger o mínimo existencial pedagógico, mas a consolidação da inclusão real depende de investimentos contínuos e mudanças estruturais na gestão pública para superar a distância entre a normatividade e a realidade vivida.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: C268d
Publicação: 17-09-2026
Nº Páginas: 27
Autores:
IOLANDA DE OLIVEIRA CARDOSO (---)

Orientadores: 
Esp. DENNYS DAMIAO RODRIGUES ALBINO (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Autismo
  • Educação Inclusiva
  • judicialização
  • Maranhão
  • Omissão do Poder Executivo
Keywords: 
  •  Autism
  •  Inclusive Education
  • Judicialization
  • Maranhão
  • Omission by the Executive Branch