O presente trabalho analisa os reflexos jurídicos do reconhecimento da paternidade socioafetiva no ordenamento brasileiro, investigando a transição do modelo familiar patriarcal e biológico para o paradigma eudemonista fundamentado no afeto. O objetivo central consiste em verificar a eficácia jurídica desse vínculo frente à filiação biológica, especialmente após a consolidação da multiparentalidade. A metodologia adotada compreende a pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa e método dedutivo, fundamentada na Constituição Federal de 1988, no Código Civil e na jurisprudência dos tribunais superiores. Os resultados demonstram que a socioafetividade, caracterizada pela posse do estado de filho (tractatus, nomen e fama), possui natureza declaratória e gera efeitos jurídicos plenos e irrevogáveis. Conclui-se que a tese da multiparentalidade, fixada pelo STF no Tema 622, assegura a coexistência de vínculos sem hierarquia, garantindo ao filho direitos sucessórios, alimentares e de custódia em relação a todos os genitores, em observância aos princípios da dignidade da pessoa humana e do melhor interesse da criança. Palavras-chave: Direito de Família; Paternidade Socioafetiva; Multiparentalidade; Afetividade; Jurisprudência.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: S586p
Publicação: 08-09-2026
Nº Páginas: 47
Autores:
LUANA CECÍLIA TRISTÃO DA SILVA (---)

Orientadores: 
Esp. ADIEL FERREIRA DA SILVA JÚNIOR (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • AFETIVIDADE
  • Direito de família
  • Jurisprudência
  • multiparentalidade
  • Paternidade socioafetiva
Keywords: 
  • Affectivity
  • Family Law
  • Jurisprudence
  • Multiparentality
  • Socio-affective paternity