O presente trabalho busca analisar de forma crítica o modelo jurídico brasileiro e a forma como o mesmo trata dos adicionais de insalubridade e periculosidade, entendidos como monetização da saúde do trabalhador. A pesquisa parte de uma abordagem histórica, demonstrando que desde o início da legislação trabalhista nacional, especialmente com a Consolidação das Leis do Trabalho e as Normas Regulamentadoras, o foco sempre esteve em compensar financeiramente o risco e não em eliminá-lo. Essa lógica acaba por relativizar direitos fundamentais como a dignidade da pessoa humana e a proteção à saúde, previstos na Constituição Federal. A análise comparativa internacional evidencia que países como Espanha, Austrália, Argentina e Estados Unidos adotam modelos voltados para a prevenção e para a eliminação máxima dos riscos, em contraste com a lógica compensatória brasileira. Demonstra-se que o pagamento adicional não garante proteção efetiva, mas incentiva a permanência do trabalhador em ambientes nocivos, configurando uma verdadeira venda da saúde. O estudo propõe diretrizes legislativas que buscam substituir a monetização por mecanismos preventivos, como a redução da jornada, a fiscalização rigorosa e políticas de prevenção, reafirmando que a saúde é um direito indisponível e que a dignidade humana deve ser o centro da relação laboral.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: P149m
Publicação: 02-09-2026
Nº Páginas: 25
Autores:
INGRID DA SILVA PAIXAO (---)

Orientadores: 
M.Sc. CARINA LEAL NASSAR (Lattes)

Palavras-Chave: 
  •   Meio  ambiente  do  trabalho
  • Insalubridade
  • Monetização
  • PERICULOSIDADE
  • Prevenção
Keywords: 
  •  unhealthy conditions.
  •  Workplace  environment
  • Hazardousness
  • Monetization
  • Prevention