A atividade policial, embora socialmente associada à força e à resistência, envolve um cotidiano
marcado por risco, tensão, violência e pressão institucional, o que torna esses profissionais especialmente
vulneráveis ao adoecimento psíquico. Este estudo analisa como esse contexto contribui para o adoecimento
emocional dos agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, especialmente diante da ausência de políticas
institucionais voltadas à saúde mental. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, baseado em revisão
bibliográfica e entrevistas, que investiga se essa falta de suporte configura omissão estatal e violação dos direitos
fundamentais à dignidade e à saúde, previstos na Constituição. Com base em autores como Dejours, Anchieta et
al. e Elesbão, parte-se do pressuposto de que o sofrimento psíquico policial é estrutural, sendo agravado pela
naturalização da violência e pela ausência de acolhimento psicológico, o que reforça a urgência da
implementação de políticas de cuidado integral para esses profissionais. Além disso, destaca-se que a
precarização emocional dos agentes afeta não apenas o indivíduo, mas também o desempenho institucional e a
qualidade da segurança pública, evidenciando a necessidade de intervenção estatal imediata. Ademais, verificou
se que a ausência de políticas contínuas de prevenção, cuidado e acompanhamento contribui para a perpetuação
do ciclo de adoecimento.
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: R175e
Publicação: 02-09-2026
Nº Páginas: 21
Autores:GLÓRIA MARIA PEREIRA RAMOS (---)
Orientadores: Esp. RODRIGO HENRIQUE DIAS VALE
(Lattes)
Palavras-Chave: - Adoecimento
- policial
- psicológico
- Saúde
- Mental
Keywords: - Health
- Mental
- Distress
- Police
- Psychological