A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) representa um grave problema de saúde pública, apresentando desafios diagnósticos significativos, especialmente na identificação de portadores assintomáticos em áreas endêmicas. O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um canino domiciliado em Caruaru-PE, que apresentou infecção subclínica por Leishmania infantum e estabilidade clínica prolongada. O animal, com histórico de exposição ao vetor e contactante positivo, foi submetido a acompanhamento clínico e laboratorial entre 2019 e 2025. Observou-se uma discordância sorológica persistente, caracterizada por reatividade ao ELISA e não reatividade à Imunofluorescência Indireta (RIFI), contrastando com a confirmação da infecção por meio da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Instituiu-se protocolo terapêutico com imunomodulador (domperidona) e alopurinol, resultando na normalização dos parâmetros hematológicos iniciais e na manutenção do estado assintomático ao longo de seis anos, sem evidências de lesões viscerais à ultrassonografia. Conclui-se que a dependência exclusiva de protocolos sorológicos oficiais pode falhar na detecção de cães infectados assintomáticos, evidenciando a necessidade da inclusão de métodos moleculares para um diagnóstico assertivo. Além disso, o caso demonstra a eficácia do monitoramento clínico rigoroso e da imunomodulação na prevenção da progressão da doença.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: MEDICINA VETERINÁRIA
Ano: 2025
Cutter: S586r
Publicação: 25-08-2026
Nº Páginas: 30
Autores:
LUAKLARA MEDEIROS ANDRADE SILVA (---)

Orientadores: 
Dr(a) CARLOS ROBERTO CRUZ UBIRAJARA FILHO (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Diagnóstico 
  • Imunomodulação
  • Infecção Subclínica
  • Leishmania infantum
  • PCR
Keywords: 
  • Diagnosis
  • immunomodulation
  • Leishmania
  • Polymerase Chain Reaction
  • Subclinical Infection