O presente estudo tem como objetivo analisar os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento psicossocial de pré-adolescentes, na faixa etária de 9 a 12 anos. Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, fundamentada em produções científicas publicadas entre 2017 e 2026, indexadas nas bases de dados BVS e PubMed. Inicialmente, foram identificados 2.740 estudos, dos quais, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 10 artigos para análise final. A investigação evidencia que a pré-adolescência é uma fase marcada por intensas transformações cognitivas, emocionais e sociais, sendo especialmente sensível às influências do ambiente digital. Nesse contexto, os resultados apontam que o uso excessivo de telas pode ocasionar prejuízos no desenvolvimento da atenção, memória, autorregulação emocional e habilidades sociais, alem de impactar negativamente a qualidade do sono e o desempenho escolar. Observa-se ainda relação entre o uso intenso de tecnologias digitais e o aumento de sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima e dificuldades nas relações interpessoais, especialmente devido à exposição a padrões idealizados nas redes sociais. Por outro lado, a literatura aponta que o uso mediado e supervisionado das tecnologias pode gerar benefícios, como acesso à informação, desenvolvimento de habilidades digitais e socialização. Conclui-se que os impactos do uso de telas não dependem apenas da tecnologia em si, mas principalmente da forma, intensidade e contexto de uso. Destaca-se a importância da mediação familiar e escolar, bem como da atuação do psicólogo na promoção do uso consciente e equilibrado das tecnologias digitais, visando a preservação do desenvolvimento psicossocial saudável na pré-adolescência.
Palavras-chave: Pré-adolescência; desenvolvimento psicossocial; uso de telas; redes sociais; tecnologia digital.