A automedicação configura-se como um desafio epidemiológico complexo de saúde pública no Brasil, caracterizado pelo consumo de substâncias farmacológicas sem orientação profissional. O objetivo geral deste estudo foi analisar o panorama da automedicação no país e as competências do profissional farmacêutico no manejo e prevenção do uso irracional de fármacos. Metodologicamente, realizou-se uma revisão bibliográfica e documental, de caráter qualitativo e descritivo, fundamentada na análise de artigos científicos e documentos institucionais publicados entre 2018 e 2026 nas bases SciELO, PubMed, Google Acadêmico, além de portais do CFF e da ANVISA. Os resultados indicam que aproximadamente 90% da população brasileira pratica a autoterapêutica, impulsionada por fatores culturais e pela disseminação de desinformação em redes sociais, o que posiciona os medicamentos como os principais agentes de intoxicação humana no território nacional. Embora o arcabouço legal tenha avançado com a promulgação da Lei nº 14.912 de 2024, que exige campanhas permanentes de conscientização, persistem desafios na fiscalização do comércio farmacêutico. Conclui-se que a intervenção clínica e educativa do farmacêutico, especialmente na triagem de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) e na orientação a grupos vulneráveis, atua como uma barreira técnica indispensável para mitigar os riscos sanitários, assegurar a segurança do paciente e consolidar a cultura do uso racional de medicamentos.
Palavras-chave: Uso racional; Automedicação; Atenção farmacêutica; prevenção; intervenção.
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: FARMÁCIA
Ano: 2026
Cutter: S586a
Publicação: 03-08-2026
Nº Páginas: 15
Autores:ANDREZA MARIA DA SILVA (---)
Palavras-Chave: - Atenção farmacêutica
- Automedicação
- Intervenção
- Prevenção
- Uso racional
Keywords: - Intervention
- Pharmaceutical attention
- Prevention
- rational use
- Self-medication