Este artigo investiga a pejotização como vetor de precarização estrutural e analisa a tensão institucional entre a flexibilização das relações de trabalho, validada pelo Supremo Tribunal Federal, e a atuação protetiva da Justiça do Trabalho. A pesquisa, de natureza exploratória e qualitativa, adota o método dedutivo, por meio de revisão bibliográfica, documental e análise de jurisprudência recente. O estudo demonstra que a exigência de constituição de pessoa jurídica, frequentemente apresentada como expressão do moderno empreendedorismo, atua, na prática, como mecanismo de exclusão de garantias trabalhistas fundamentais e de geração de déficits bilionários à Seguridade Social. Embora precedentes do STF, como a ADPF 324 e o Tema 725, tenham reconhecido a licitude da terceirização, evidencia-se que a Justiça do Trabalho mantém papel essencial ao aplicar o princípio da primazia da realidade para identificar fraudes e subordinação estrutural nos casos concretos. Conclui-se que a distinção entre terceirização lícita e fraude exige análise fática rigorosa, sendo o julgamento do Tema 1.389 pelo STF uma oportunidade decisiva para harmonizar a livre iniciativa com a proteção social e a dignidade do trabalhador.
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Tipo De Obra: Artigo Científico
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: P654p
Publicação: 24-07-2026
Nº Páginas: 23
Autores:
VERICIA CASTRO SILVA PINHO (---)

Orientadores: 
M.Sc. PEDRITA DIAS COSTA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • fraude trabalhista
  • Pejotização
  • Precarização
  • Primazia da realidade
  • Supremo Tribunal Federal
Keywords: 
  • Brazilian Federal Supreme Court
  • Labor fraud
  • Pejotization
  • Precarization
  • Primacy of Reality