A Inteligência Artificial (IA) tem promovido profundas transformações nas relações de trabalho, alterando a forma como as atividades produtivas são organizadas, executadas e supervisionadas. O avanço dos sistemas automatizados, dos algoritmos inteligentes e da análise massiva de dados vem impulsionando ganhos significativos de produtividade, eficiência e competitividade empresarial. Contudo, paralelamente aos benefícios proporcionados pela inovação tecnológica, surgem desafios relacionados à substituição de postos de trabalho, à requalificação profissional, à proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores e à adequação do ordenamento jurídico às novas dinâmicas laborais. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar os impactos da Inteligência Artificial nas relações de trabalho contemporâneas, investigando seus reflexos jurídicos, sociais e econômicos, bem como os mecanismos normativos destinados à proteção do trabalhador na era digital. Observa-se que a Inteligência Artificial representa importante ferramenta de desenvolvimento econômico e inovação, porém de que maneira a crescente utilização da Inteligência Artificial impacta as relações de trabalho e quais são os desafios enfrentados pelo ordenamento jurídico brasileiro para assegurar a proteção dos trabalhadores diante das transformações tecnológicas? A pesquisa possui abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental, fundamentada na análise da legislação brasileira, da doutrina especializada, de documentos internacionais e do Projeto de Lei nº 2.338/2023, que busca instituir o marco regulatório da Inteligência Artificial no Brasil. Inicialmente, examinou-se a evolução histórica do trabalho e a construção do Direito do Trabalho como instrumento de proteção social. Em seguida, analisou-se o desenvolvimento da Inteligência Artificial e sua crescente inserção nos ambientes laborais. Por fim, foram discutidos os impactos positivos e negativos da automação, os desafios regulatórios decorrentes da transformação digital e a necessidade de atualização dos mecanismos de proteção jurídica.