O sistema penitenciário brasileiro enfrenta uma crise estrutural profunda, marcada por superlotação, infraestrutura precária e violações de direitos humanos, consolidando o “estado de coisas inconstitucional”. Diante disso, este artigo analisa os fatores que provocam a reincidência criminal no país e avalia as políticas de ressocialização. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica qualitativa e dedutiva, com análise documental de dados do CNJ e da SENAPPEN. Os resultados indicam um abismo entre o texto humanista da Lei de Execução Penal e a realidade operacional das prisões. A falta crônica de assistências básicas – material, educacional, de saúde e social – impede a preparação dos apenados para a liberdade. Ao sair do cárcere com baixa qualificação e forte estigma, o egresso enfrenta um mercado de trabalho hostil. Sem o suporte estatal na transição para o meio aberto, a reincidência torna-se uma estratégia de sobrevivência. Conclui-se que o retorno ao crime decorre de uma falha institucional estrutural. Superar esse ciclo exige investimentos em alternativas penais, redes de apoio e cumprimento das garantias legais.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: A663f
Publicação: 15-07-2026
Nº Páginas: 25
Autores:
IRAPUAN BORGES DE ARAÚJO (---)

Orientadores: 
Esp. PHABLO RODRIGUES DE OLIVEIRA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Direitos humanos
  • LEI DE EXECUÇÃO PENAL
  • Políticas Públicas
  • Reintegração social
  • Sistema Penitenciário Brasileiro
Keywords: 
  •  Brazilian Penitentiary System
  • Human rights Human rights
  • LAW OF PENAL EXECUTION
  • Public Policies
  • Social  reintegration