O presente artigo analisa a possibilidade de relativização da inimputabilidade penal do menor de dezoito anos em casos de crimes hediondos, à luz da Constituição Federal e do sistema de proteção integral. A problemática central consiste em verificar se a adoção de um modelo de “emancipação penal automática” seria constitucional diante dos limites impostos pelo ordenamento jurídico brasileiro. O estudo tem como objetivo geral examinar a viabilidade jurídica dessa proposta, considerando os fundamentos da inimputabilidade penal, o funcionamento do sistema socioeducativo e as repercussões de casos de extrema gravidade, como o Caso Champinha. Para tanto, utiliza-se metodologia qualitativa, com pesquisa bibliográfica e documental, aliada à análise crítica de posicionamentos doutrinários e princípios constitucionais. Como resultado, verifica-se que, embora exista forte clamor social por respostas mais rigorosas, a relativização da inimputabilidade penal encontra obstáculos constitucionais relevantes, especialmente no que se refere à proteção de direitos fundamentais, à segurança jurídica e aos limites do poder punitivo do Estado. Conclui-se, contudo, pela necessidade de aprimoramento do sistema socioeducativo, de modo a torná-lo mais eficaz diante de crimes de maior gravidade, sem comprometer as garantias asseguradas ao menor.
Clique Aqui para Baixar a Obra Completa
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: G635e
Publicação: 10-07-2026
Nº Páginas: 25
Autores:
AMANDA VITORIA PEIXOTO GONCALVES (---)

Orientadores: 
Lic LUCIANA OLIVEIRA CHAVES (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Constituição Federal
  • crimes hediondos
  • Inimputabilidade Penal
  • Menor infrator
  • Sistema socioeducativo
Keywords: 
  •  criminal non-imputability
  •  Federal Constitution 
  •  Heinous crimes
  • Juvenile Offender
  • Socio-educational system