O presente artigo analisa a relação entre o preconceito racial no Brasil e a adoção de abordagens policiais discriminatórias, evidenciando como o racismo estrutural e institucional influencia diretamente a seletividade das ações policiais e a violação dos direitos fundamentais da população negra. A pesquisa possui abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e etnográfica, fundamentada em autores que discutem racismo estrutural, seletividade penal e violência estatal, como Silvio Almeida, Kabengele Munanga, Michelle Alexander e Achille Mbembe. O estudo examina a subjetividade da “fundada suspeita” nas abordagens policiais e demonstra como a ausência de critérios objetivos legitima práticas discriminatórias direcionadas, sobretudo, à juventude negra periférica. Discute-se ainda a permanência histórica do racismo nas instituições brasileiras, especialmente no sistema de segurança pública, bem como os impactos sociais e jurídicos decorrentes da criminalização seletiva da população negra. Os resultados evidenciam que a atuação policial discriminatória compromete a legitimidade das instituições de segurança e aprofunda desigualdades históricas, reforçando a marginalização social. Conclui-se que o enfrentamento do racismo institucional exige políticas públicas efetivas, formação antirracista para agentes de segurança, controle estatal das ações policiais e fortalecimento dos mecanismos de garantia dos direitos humanos.
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Tipo De Obra: Artigo Científico
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: C837
Publicação: 26-06-2026
Nº Páginas: 18
Autores:
LOURDES GLABE MACEDO TAVARES COSTA (---)

Orientadores: 
M.Sc. MARISA LEMOS ARAUJO SARAIVA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Abordagem policial
  • Direitos Fundamentais
  • Racismo Estrutural
  • SEGURANÇA PÚBLICA.
  • Seletividade penal
Keywords: 
  • Fundamental Rights
  • Penal Selectivity
  • Police Approach
  • Public security
  • Structural Racism