O consumo de alimentos ultraprocessados tem aumentado significativamente nas últimas décadas e está associado a diversos impactos negativos à saúde, incluindo alterações metabólicas, inflamatórias e neurocomportamentais. Paralelamente, observa-se crescimento na prevalência dos transtornos de ansiedade, despertando interesse científico sobre a influência da alimentação na saúde mental. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados, alterações na microbiota intestinal e sintomas de ansiedade.
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS, utilizando descritores combinados por operadores booleanos. Os estudos analisados indicam que o elevado consumo de alimentos ultraprocessados pode favorecer processos de disbiose intestinal, inflamação sistêmica e alterações no eixo intestino cérebro, influenciando a regulação de neurotransmissores relacionados ao humor e à ansiedade.
Além disso, padrões alimentares baseados em alimentos in natura ou minimamente processados mostraram associação com melhores desfechos em saúde mental. Conclui-se que os alimentos ultraprocessados podem contribuir para o aumento de sintomas ansiosos, embora sejam necessários mais estudos para aprofundar a compreensão dessa relação.
Tipo De Obra: Artigo Científico
Classificação Temática: NUTRIÇÃO
Ano: 2026
Cutter: P436i
Publicação: 05-08-2026
Nº Páginas: 13
Autores:MARIANA MACEDO PEREIRA (---)
Palavras-Chave: - Alimentos Ultraprocessados
- Ansiedade
- Eixo intestino-cérebro
- Microbiota intestinal
- SAÚDE MENTAL
Keywords: - anxiety
- Gut Microbiota
- Gut-Brain Axis
- Mental health
- Ultra-processed foods