RESUMO
Introdução: A segurança do paciente constitui um dos principais pilares da qualidade assistencial,
sendo os erros de medicação uma das causas mais relevantes de eventos adversos em ambientes
hospitalares. Nesse contexto, a conciliação medicamentosa surge como estratégia essencial para
reduzir discrepâncias terapêuticas durante as transições do cuidado. Objetivo: Analisar a atuação do
farmacêutico na conciliação medicamentosa e sua contribuição para a segurança do paciente no
ambiente hospitalar. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem
qualitativa, baseada em artigos científicos publicados entre 2000 e 2024, selecionados em bases como
PubMed, SciELO e Web of Science. Resultados: Evidenciou-se alta prevalência de discrepâncias
medicamentosas, especialmente na admissão e alta hospitalar, sendo a polifarmácia e falhas na
comunicação fatores determinantes. A participação do farmacêutico mostrou-se fundamental na
identificação e resolução dessas discrepâncias, promovendo maior segurança terapêutica. Conclusão:
A conciliação medicamentosa, quando conduzida de forma estruturada e integrada, representa uma
estratégia eficaz na prevenção de erros de medicação, destacando o papel essencial do farmacêutico
na promoção de um cuidado seguro e de qualidade.
Palavras-chave: Segurança. Paciente. Conciliação. Assistência. Farmácia.
ABSTRACT
Introduction: Patient safety is a central pillar of healthcare quality, with medication errors representing
a major cause of adverse events in hospital settings. In this context, medication reconciliation emerges
as an essential strategy to reduce therapeutic discrepancies during care transitions. Objective: To
analyze the role of pharmacists in medication reconciliation and their contribution to patient safety in
hospital environments. Method: This is a narrative literature review with a qualitative approach, based
on scientific articles published between 2000 and 2024, retrieved from databases such as PubMed,
SciELO, and Web of Science. Results: A high prevalence of medication discrepancies was identified,
especially during hospital admission and discharge, with polypharmacy and communication failures as
key contributing factors. Pharmacist involvement proved fundamental in identifying and resolving these
discrepancies, enhancing therapeutic safety. Conclusion: When systematically implemented,
medication reconciliation is an effective strategy to prevent medication errors, highlighting the essential
role of pharmacists in promoting safe and high-quality care.
Keywords: Safety. Patient. Reconciliation. Care. Pharmacy.