O presente artigo analisa a persistente ineficácia das Medidas Protetivas de Urgência previstas na Lei 11.340/2006. Adotou-se pesquisa qualitativa descritiva, estruturada em revisão documental de quatro estudos empíricos nacionais (2018-2021) e análise de 50 acórdãos dos tribunais estaduais, complementada por triangulação com literatura internacional sobre avaliação de risco. A base teórica apoia-se em Saffioti, Heise e Johnson, que conceituam violência doméstica como fenômeno relacional sustentado por desigualdades de gênero. Os resultados revelam atraso processual médio de cinco dias, reincidência de 42 % em até noventa dias, baixa adoção de monitoramento eletrônico e forte influência de estereótipos judiciais que relativizam violências não físicas. Conclui-se que o obstáculo maior não é normativo, mas operacional e cultural, exigindo protocolo nacional de avaliação de risco, expansão do monitoramento eletrônico, capacitação interdisciplinar de operadores e programas obrigatórios de reeducação do agressor. A implementação simultânea dessas ações é condição para que as medidas protetivas cumpram o propósito constitucional de garantia da vida e da dignidade das mulheres.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: A553v
Publicação: 05-08-2026
Nº Páginas: 21
Autores:
ADRIANA DA CONCEIÇÃO ANDRADE (---)

Orientadores: 
Esp. MARCELO LEANDRO PEREIRA LOPES (Lattes)

Palavras-Chave: 
  •  Gênero
  •  Proteção à mulher
  • Lei Maria da Penha
  • Medidas protetivas
  • Violência doméstica
Keywords: 
  • Domestic violence
  • gender
  • Maria da Penha Law 
  • Protective measures
  • Women's protection