Introdução: A obesidade e o excesso de peso constituem importantes problemas de saúde pública, associados ao aumento da morbimortalidade e ao desenvolvimento de doenças crônicas, impulsionando a busca por estratégias eficazes de emagrecimento. Nesse contexto, os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, têm se destacado, embora seu uso crescente sem orientação profissional represente preocupação. Objetivo: Analisar os riscos clínicos associados à automedicação com agonistas do GLP-1 para emagrecimento, bem como discutir suas implicações para a prática farmacêutica. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, incluindo estudos publicados entre 2017 e 2026. Resultados: Os estudos demonstraram eficácia significativa desses fármacos na redução do peso corporal, principalmente pela diminuição do apetite. Entretanto, foram identificados efeitos adversos frequentes, como náuseas, vômitos e diarreia, além de riscos associados à automedicação, como uso inadequado, ausência de acompanhamento e subnotificação de eventos adversos. Considerações finais: Conclui-se que, embora eficazes, esses medicamentos apresentam riscos quando utilizados sem orientação, destacando-se a importância da atuação do farmacêutico na promoção do uso racional e na segurança do paciente.