Por onde começa o caminho de uma mulher que decide romper o silêncio? Quase sempre, pela recepção de uma delegacia. É nesse primeiro contato — tenso, delicado, repleto de medo — que a polícia judiciária assume um papel que vai muito além do registro de ocorrência. Este trabalho investiga exatamente essa atuação, analisando como o atendimento prestado a mulheres vítimas de violência doméstica no Estado da Paraíba pode ser, ao mesmo tempo, protetor ou revitimizador, a depender da forma como é conduzido. A violência contra a mulher não surgiu do nada. Construída sobre séculos de relações patriarcais que naturalizaram o controle masculino sobre o corpo e a vida feminina, ela persiste porque encontra cumplicidade — seja no silêncio da família, na omissão das instituições ou na frieza de um atendimento policial. Os dados de 2025 reforçam o que a prática já evidencia: onde faltam medidas protetivas, o feminicídio avança. A correlação é direta e documentada. Diante desse cenário, a pesquisa defende que o atendimento à mulher em situação de violência seja padronizado, humanizado e conduzido com escuta qualificada além da adoção do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero desde a fase investigativa — não como favor, mas como dever institucional. Pois, quando o atendimento é humanizado, vidas são poupadas.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: S586a
Publicação: 19-06-2026
Nº Páginas: 57
Autores:
REBECA DE PAULA PEREIRA DA SILVA (---)

Orientadores: 
Dr(a) ITALO DOMINGOS COSTA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • atendimento humanizado
  • mulher
  • Paraiba
  • Polícia Judiciária 
  • Violência doméstica
Keywords: 
  • Domestic violence
  • humanized care
  • Judicial Police
  • Paraiba
  • woman