O presente estudo aborda acerca do problema estrutural que representa a violência doméstica no Estado da Paraíba, com foco nos impactos e consequências sociais. O objetivo principal busca demonstrar a realidade da violência na região, analisar as estatísticas demográficas da região, investigar por quais maneiras a violência se manifesta no ambiente familiar e realizar um mapeamento das políticas de prevenção e combate do poder público. Metodologicamente, a presente pesquisa faz a adoção do método dedutivo, com abordagem qualitativa e procedimentos técnicos bibliográficos e documentais, buscando fundamento na análise de legislações, doutrinas, jurisprudências e relatórios oficiais. O estudo discorre acerca do histórico da opressão feminina, evidenciando que a violência de gênero possui raízes de grande profundidade no patriarcado e no machismo estrutural. A Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006) se destaca como o principal instrumento no direito com o propósito de realizar a proteção à mulher no Brasil, trazendo uma inovação ao tipificar as formas de violência e instituir mecanismos como as medidas protetivas de urgência. Seguindo a análise de dados estatísticos recentes, como os do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, se constata um cenário alarmante na Paraíba, marcado por altos índices de lesões corporais, tentativas de homicídio e feminicídios. A pesquisa também demonstra acerca das graves consequências sociais, familiares e psicológicas para as vítimas, que desenvolvem quadros como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, além dos impactos reflexos sofridos pelos filhos no âmbito doméstico. Mesmo o Estado da Paraíba possuindo uma rede intersetorial com estrutura, como Delegacias de Atendimento Especializado à Mulher (DEAMs), Centros de Referência da Mulher (CRAMs) e o Programa Integrado Patrulha Maria da Penha, a efetivação das políticas públicas ainda encontra desafios para a sua atuação. Dentre as dificuldades existentes, destacam-se as falhas processuais, a culpa recaída sobre a vítima resultado de uma cultura machista e a carência de implementação adequada de serviços de proteção nas comunidades rurais e periféricas. Pode-se concluir que o enfrentamento da violência doméstica vai além da proteção estabelecida legalmente, exigindo que a legislação seja aplicada de forma integral, a expansão realizada de maneira contínua de rede de acolhimento e investimentos prioritários em educação e conscientização da sociedade para que seja promovida uma igualdade de gênero mais efetiva.
PALAVRAS-CHAVE: violência doméstica; Paraíba; impactos sociais; políticas públicas; Lei Maria da Penha.