Introdução: A Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) representa um
desafio epidemiológico crescente, atingindo cerca de 25% da população adulta global. Diante da
ausência de terapias farmacológicas definitivas, a intervenção nutricional consolida-se como o pilar
central para a remissão da infiltração lipídica hepática. Objetivo: Realizar uma análise comparativa entre
a Dieta Mediterrânea (DM) e a Dieta Low-Carb (DLC), investigando sua eficácia na reversão da
esteatose e na melhora de marcadores metabólicos. Método: Revisão bibliográfica de natureza
descritiva e qualitativa, com coleta de dados em bases como PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo
artigos robustos publicados entre 2021 e 2026. Resultados principais: Ambas as estratégias
demonstraram eficácia na redução da gordura intra-hepática, contudo, a DLC evidenciou respostas
mais céleres na sensibilidade à insulina e redução lipídica em curto prazo, enquanto a DM apresentou
maior sustentabilidade clínica e proteção contra a progressão da fibrose. Considerações finais: A
escolha da estratégia deve ser individualizada, considerando o perfil metabólico e a capacidade de
adesão do paciente. A atuação do nutricionista é indispensável para a condução dessas terapias,
visando a remissão da patologia e a prevenção de danos severos.
ABSTRACT
Introduction: Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease (MASLD) represents a growing
epidemiological challenge, affecting approximately 25% of the global adult population. Given the
absence of definitive pharmacological therapies, nutritional intervention stands as the central pillar for
the remission of hepatic lipid infiltration. Objective: To conduct a comparative analysis between the
Mediterranean Diet (MD) and the Low-Carb Diet (LCD), investigating their effectiveness in reversing
steatosis and improving metabolic markers. Method: A descriptive and qualitative bibliographic review,
with data collection from databases such as PubMed, SciELO, and LILACS, covering robust articles
published between 2021 and 2026. Main results: Both strategies demonstrated effectiveness in reducing
intrahepatic fat; however, the LCD showed faster responses in insulin sensitivity and short-term lipid
reduction, while the MD demonstrated greater clinical sustainability and protection against fibrosis
progression. Final considerations: The choice of strategy must be individualized, considering the
metabolic profile and the patient's adherence capacity. The role of the nutritionist is essential in
managing these therapies, aiming for disease remission and the prevention of severe damage.