O presente artigo analisa os impactos jurídicos e sociais decorrentes das falhas no reconhecimento facial utilizado no sistema de justiça criminal brasileiro, especialmente diante da ocorrência de falsos positivos. A pesquisa investiga a relação entre o erro tecnológico, o encarceramento injusto e a violação à dignidade da pessoa humana, com enfoque na caracterização do dano existencial. Examina-se, ainda, a insuficiência da reparação civil do Estado frente aos prejuízos suportados pela vítima, considerando que os danos ultrapassam a esfera patrimonial e atingem profundamente o projeto de vida do indivíduo. O estudo também discute os riscos da biometria facial, a ausência de regulamentação específica e a reprodução da seletividade penal e do racismo estrutural por meio de tecnologias automatizadas. Utilizouse metodologia qualitativa, de caráter exploratório e explicativo, mediante revisão bibliográfica, análise legislativa, doutrinária e jurisprudencial. Conclui-se que o uso indiscriminado do reconhecimento facial compromete direitos fundamentais e exige maior controle jurídico, transparência e proteção da dignidade humana
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Tipo De Obra: Artigo Científico
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2026
Cutter: G124d
Publicação: 01-06-2026
Nº Páginas: 23
Autores:
ODEVÂNIA SOUSA SANTOS (gadelhas12345@gmail.com)

MARIA LAYANE DAMASCENO GADELHA (---)

Orientadores: 
Dr(a) BRUNA SOUZA PAULA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Biometria facial
  • Dano existencial
  • Prisão indevida
  • Reconhecimento Facial
  • Responsabilidade Civil Do Estado
Keywords: 
  • Existential damage
  • Facial biometrics
  • Facial recognition
  • State Civil Liability
  • wrongful arrest