O presente estudo analisa a proteção jurídica das marcas de moda no ordenamento jurídico brasileiro, com foco nos desafios enfrentados no combate a falsificação e a concorrência desleal diante das constantes transformações do mercado contemporâneo. O problema de pesquisa está relacionado à efetividade da proteção das marcas de moda em um cenário marcado pelo crescimento do mercado informal e das plataformas digitais, que facilitam a circulação de produtos falsificados e a indevida reprodução dos elementos distintivos que as marcas possuem. O trabalho tem como objetivo analisar em que medida o ordenamento jurídico brasileiro consegue proteger efetivamente as marcas de moda contra a falsificação e a concorrência desleal. A metodologia adotada foi a abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, feita por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com análise de doutrinas, jurisprudência, artigos científicos, legislação pertinente, com foco na Lei de Propriedade Industrial e análise de casos concretos. O estudo aborda a moda como fenômeno econômico, cultural e social, no qual as marcas se consolidam como ativos intangíveis estratégicos. Nesse contexto, observa-se o impacto do fast fashion, do comércio informal e das plataformas digitais na intensificação das práticas ilícitas, como a falsificação e a concorrência desleal, evidenciando a vulnerabilidade das marcas. Além disso, ressalta os fundamentos da tutela marcária, o direito de uso exclusivo e as principais formas de violação, incluindo o trade dress e a linha tênue entre o plágio e a inspiração. Por fim, conclui-se que, embora existam instrumentos normativos adequados, a dificuldade permanece na efetividade de sua aplicação, especialmente diante da expansão do mercado informal e das plataformas digitais.