Introdução: O suicídio é uma manifestação de um sofrimento extremo que culmina em um ato voluntário contra a própria vida, sendo influenciado por fatores como saúde mental, crises pessoais, crises econômicas, transtornos mentais, entre outros. Ele é um fenômeno multifatorial e complexo, decorrente da interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a frequência e as tendências de mortalidade por suicídio registradas no SIM e as notificações de violência autoprovocada registradas no SINAN, considerando idade, sexo, escolaridade e estado de residência, no Brasil, entre 2020 e 2024. Metodologia: O estudo é transversal observacional realizado em nível nacional entre 2020 e 2024, com foco em óbitos por suicídio e notificações de violência autoprovocada. Os dados foram coletados em bases oficiais do Ministério da Saúde: Sistema de Informações sobre Mortalidade e Sistema de Informação de Agravos de Notificação, contemplando variáveis como idade, sexo, escolaridade e estado. Foram reconhecidas limitações como subnotificação e heterogeneidade dos registros. A pesquisa teórica utilizou bases científicas (PubMed e SciELO) com descritores específicos, aplicando critérios de inclusão (últimos cinco anos, idiomas inglês, português ou espanhol, disponibilidade integral e relevância temática). Resultados: Os resultados mostraram 79.549 mortes por suicídio no Brasil entre 2020 e 2024, com predominância masculina (78%) e maior 1 concentração nas faixas etárias de 20 a 49 anos. No mesmo período, foram registradas 730.442 notificações de violência autoprovocada, com predominância feminina (69,6%) e maior concentração entre adolescentes e jovens adultos de 15 a 29 anos. Discussão: A predominância masculina nos óbitos por suicídio, chegando a cerca de 78% dos casos, dialoga diretamente com um estudo que destaca que os homens tendem a utilizar métodos mais letais nas tentativas, como enforcamento e armas de fogo, o que contribui para a maior taxa de mortalidade observada nesse grupo. Por outro lado, quando o assunto é notificações por casos de violência autoprovocada, o protagonismo feminino destaca o alto grau de vulnerabilidade desse sexo, que apesar de que apresentarem maior números de tentativas, ainda assim recorrem com mais frequência aos serviços de saúde, revelando mentalidade aberta por instrumento de ajuda. A respeito do aspecto de escolaridade, foi constatado a partir dos dados, que a incidência de óbitos por suicídio tem maior concentração em escolaridade intermediária, que pode ser correlacionada com as principais faixas etárias afetadas e coincide com a transição entre etapas escolares e a expectativa de ingresso no mercado de trabalho, o que configuram fatores de estresse. No tópico de desigualdades regionais, foi destacada a região Sudeste como predominante em ambas as modalidades, esse resultado pode ser explicado pela elevada densidade populacional e pela maior capacidade de registro e notificação dos sistemas locais. Conclusão: Conclui-se que a análise dos sistemas de informação brasileiros disponíveis revelou perfis distintos em relação aos públicos vulneráveis e torna-se evidente a necessidade de implementação e expansão de políticas públicas integradas focadas no público vulnerável, visando estratégias de acolhimento, apoio psicológico e fortalecimento de redes de proteção.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: MEDICINA
Ano: 2026
Cutter: T314t
Publicação: 25-05-2026
Nº Páginas: 19
Autores:
KLARISSA BEATRIZ FERREIRA SERUR (klarissabeatriz18@gmail.com)

MARIANNE LACERDA DOS SANTOS (mariannelacerda@hotmail.com)

MARIA EDUARDA TORREÃO MEDEIROS TEOBALDO (---)

Orientadores: 
M.Sc. PAULO JOSÉ TAVARES DE LIMA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • epidemiologia
  • Psiquiatria e Saúde
  • suicidio
  • vigilância em saúde pública
  • violência autoprovocada
Keywords: 
  • epidemiology
  • Psychiatry and Health
  • Public health surveillance
  • Self-harm Violence
  • suicide