Introdução: A pneumonia complicada é uma das principais causas de internamento dentre as doenças infecciosas no Brasil e pode se manifestar desde o primeiro dia de vida, sendo marcada por uma progressão da pneumonia adquirida na comunidade. Sua evolução tende a ser grave, levando a hospitalizações prolongadas e podendo apresentar manifestações sistêmicas severas e extrapulmonares, como danos hepáticos envolvendo a colangiopatia do paciente grave. A disfunção hepática secundária a pneumonia em pacientes pediátricos tem se apresentado de forma crescente. Objetivos: Analisar e comparar pacientes pediátricos com diagnóstico de pneumonia complicada e os fatores de risco para dano hepático. Metodologia: Tratase de um estudo transversal de caráter descritivo e analítico, desenvolvido através da coleta de dados em prontuários médicos. Resultados: Dos 61 prontuários analisados, observou-se predominância do sexo masculino (62,3%) e faixa etária de média 3,74 anos. Quanto às intervenções clínicas durante internamento, foi observado significância estatística para evolução de dano hepático tais fatores: sedação (55,3%), tempo de sedação acima de 10 dias (61,5%), necessidade de intubação orotraqueal (58,1%), duração de ventilação mecânica acima de 10 dias (85,7%), necessidade de hemotransfusão (75%). Não apresentaram relevância estatística o uso e tempo de antibioticoterapia, necessidade e tempo de droga vasoativa, presença de choque séptico, necessidade de abordagem da cirurgia torácica e agentes isolados em hemocultura. Discussão: Pacientes pediátricos com pneumonia complicada internados em UTI apresentaram associação significativa entre maior gravidade clínica e desenvolvimento de alterações hepáticas, especialmente quando submetidos à ventilação mecânica prolongada, intubação orotraqueal, sedação contínua, uso de múltiplos antimicrobianos e suporte intensivo prolongado. Lactentes, pré-escolares e pacientes com comorbidades demonstraram maior vulnerabilidade fisiológica e risco aumentado para repercussões hepáticas. A ventilação mecânica prolongada destacouse como o principal fator associado, possivelmente relacionada à hipóxia, inflamação sistêmica e comprometimento da perfusão hepatobiliar. Embora fatores como sepse, choque séptico e hemoculturas positivas não tenham apresentado associação estatística consistente, o conjunto de intervenções intensivas e exposição farmacológica prolongada sugere um modelo multifatorial para lesão hepática. Conclusão: Pacientes pediátricos com pneumonia complicada internados em terapia intensiva apresentam risco aumentado para repercussões hepáticas, especialmente quando associados a maior gravidade clínica, como ventilação mecânica prolongada e uso de suporte intensivo. Os achados reforçam a importância da monitorização hepática sistemática e do acompanhamento longitudinal, além de destacar a necessidade de novos estudos sobre colangiopatia do paciente crítico na população pediátrica.
Clique Aqui para Baixar a Obra Completa
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: MEDICINA
Ano: 2026
Cutter: N778a
Publicação: 25-05-2026
Nº Páginas: 21
Autores:
Mayara Bezerra Pereira Souza  (mb.pereira@hotmail.com)

Natália Medeiros Barbosa  dos Santos (nataliamedeirosbs@gmail.com)

BEATRIZ SANTOS NOGUEIRA (---)

Orientadores: 
Esp. Lígia Patrícia de Carvalho Batista Éboli  (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • colangiopatia do paciente grave
  • Insuficiência Hepática
  • Pediatria
  • PNEUMONIA
  • pneumonia complicada
Keywords: 
  • Cholengophathy in critically ill patients
  • Complicated pneumonia
  • liver failure
  • Pediatrics
  • pneumonia