Introdução: A hérnia inguinal constitui uma das afecções cirúrgicas mais frequentes na
prática clínica, correspondendo à principal forma de hérnia da parede abdominal e
representando importante causa de internação hospitalar no Sistema Único de Saúde
(SUS). Apesar de apresentar tratamento cirúrgico consolidado e de baixa complexidade
quando realizado em caráter eletivo, o atraso terapêutico pode favorecer complicações
como encarceramento e estrangulamento herniário, aumentando a morbidade hospitalar e
os custos assistenciais. Objetivo: Analisar a tendência temporal e os indicadores de
morbidade hospitalar por hérnia inguinal no estado de Pernambuco no período de 2015 a
2025, com ênfase no perfil das internações e nos desfechos hospitalares. Metodologia:
Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, descritivo e retrospectivo, realizado
a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do
Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), por meio da plataforma DATASUS, considerando
internações classificadas sob o código CID-10 K40. Serão analisadas variáveis como
caráter de atendimento, taxa de letalidade, média de permanência hospitalar, custos
assistenciais, sexo e faixa etária. Resultados e Discussão: A análise evidenciou
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variações no número de internações por hérnia inguinal ao longo do período, com
redução em 2020–2021 e posterior retomada, possivelmente relacionada ao impacto da
pandemia de COVID-19 e à demanda reprimida. Observou-se predomínio de internações
eletivas e maior frequência no sexo masculino e na faixa etária de 20 a 59 anos, enquanto
o grupo idoso apresentou crescimento progressivo. A letalidade manteve-se baixa, com
elevação pontual nos anos de maior pressão assistencial, seguida de estabilização. A
média de permanência permaneceu reduzida e estável, sugerindo perfil de internações de
curta duração. Em relação aos custos, verificou-se aumento do valor médio e do valor
total das internações, especialmente nos anos mais recentes, refletindo maior
complexidade assistencial e aumento do volume de atendimentos. Em conjunto, os
achados evidenciam mudanças no perfil das internações e no impacto econômico ao
longo do período analisado. Conclusão: A análise evidenciou variações no número de
internações por hérnia inguinal em Pernambuco entre 2015 e 2025, com redução no
período pandêmico e posterior retomada. Observou-se predomínio de internações
eletivas, maior frequência no sexo masculino e concentração na faixa etária de 20 a 59
anos, com crescimento progressivo entre idosos. A letalidade manteve-se baixa, e a
média de permanência hospitalar permaneceu estável e reduzida. Verificou-se, ainda,
aumento dos custos assistenciais ao longo do período. Os achados evidenciam
mudanças no perfil das internações e no impacto econômico, com manutenção de
desfechos clínicos favoráveis.