Introdução: A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais prevalentes do mundo, tendo maior ocorrência em homens e aumento progressivo com a idade, configurando como importante causa de internações no sistema público de saúde. Este trabalho analisa o perfil de internações por hérnia inguinal no Brasil e nas regiões entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2026, utilizando os dados disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), com o objetivo de identificar as tendências sociodemográficas e sua distribuição, a fim de discutir políticas para o planejamento em saúde. Objetivo: Analisar o perfil das internações por hérnia inguinal no Brasil, dando ênfase à Região Nordeste, no período de fevereiro de 2016 a fevereiro
2
de 2026, comparando o contexto sociodemográfico de cada região. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, descritivo e retrospectivo, realizado a partir de dados do Sistema de Informações hospitalares do Sistema Único de Saúde do Brasil (SIH/SUS), referentes às internações por hérnia inguinal no Brasil com ênfase na região Nordeste comparando com o cenário regional e nacional entre abril de 2016 e fevereiro de 2026, sendo analisadas variáveis como faixa etária, sexo, raça/cor e região geográfica. Resultados e discussão: Foram contabilizadas cerca de (1.524.862) internações no periodo analisado com predominância do sexo masculino, verificou-se ainda um aumento gradual das internações conforme o aumento da idade, sendo mais frequentes entre os indivíduos de 50 a 69 anos. Em analise por região, o Sudeste concentrou maior número absoluto de casos, sendo constatadas (600.804) internações, seguida pela região Nordeste na qual foram identificadas (431.242). Destaca-se entre os estados nordestinos, Bahia e Pernambuco. Quanto aos fatores que foram analisados entre cor/raça, temos um predomínio de maior incidencia entre pessoas pardas. As internações documentadas, ocorreram principalmente em capitais e grandes centros urbanos. No entanto, de modo geral os achados contribuem para que a hérnia inguinal, tenha importância em discussão nacional, com a necessidade de ampliar o acesso as regiões sociodemográficas menos favorecidas. Conclusão: As internações por hérnia inguinal no Brasil apresentam perfil associado ao sexo masculino, ao envelhecimento e à distribuição desigual entre regiões e estados, com concentração em áreas mais populosas e estruturadas. Esses achados contribuem para a compreensão do perfil epidemiológico da condição e podem subsidiar o planejamento e a organização dos serviços de saúde.
Palavras-chave: Hérnia inguinal, epidemiologia, internações.