RESUMO INTRODUÇÃO: O câncer de testículo é uma neoplasia maligna rara, correspondendo a cerca de 1% dos cânceres em homens, porém representa o tumor sólido mais frequente em adultos jovens, especialmente entre 15 e 39 anos. Apesar de apresentar altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente, ainda existem desafios relacionados ao diagnóstico tardio e às desigualdades no acesso ao tratamento, especialmente em países de média renda como o Brasil. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico do câncer de testículo em homens brasileiros de 20 a 59 anos no período de 2015 a 2024, com ênfase na distribuição temporal, etária, regional e nos padrões de mortalidade. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo e analítico, com abordagem de série temporal, baseado em dados secundários do DATASUS, incluindo o Painel-Oncologia e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Foram incluídos casos de neoplasia maligna de testículo (CID-10: C62) em homens de 20 a 59 anos residentes no Brasil. As variáveis analisadas incluíram faixa etária, região geográfica e mortalidade no período de 2015 a 2024. RESULTADOS: Foram registrados 13.398 casos de câncer de testículo no período analisado, com aumento progressivo de 889 casos em 2015 para 1.648 em 2022, seguido de leve redução até 2024. Observou-se predominância em adultos jovens, com 62,6% dos casos entre 20 e 34 anos. A distribuição regional evidenciou maior concentração nas regiões Sudeste (45,5%) e Sul (34,4%). Em relação à mortalidade, foram registrados 3.399 óbitos, com aumento de 275 em 2015 para 439 em 2024. A letalidade aparente foi de aproximadamente 25,4%. DISCUSSÃO: Os achados confirmam o padrão epidemiológico descrito na literatura, com maior incidência em adultos jovens e tendência de crescimento ao longo do tempo. A concentração regional pode refletir diferenças no acesso aos serviços de saúde e capacidade diagnóstica. O aumento da mortalidade, apesar das altas taxas de cura, sugere desigualdades no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno. Além disso, fatores globais, como a influência de exposições ambientais e impactos da pandemia de COVID-19, podem ter contribuído para as variações observadas. CONCLUSÃO: O câncer de testículo apresenta crescimento no número de casos no Brasil, com predominância em adultos jovens e distribuição regional desigual. Apesar do bom prognóstico, o aumento da mortalidade evidencia a necessidade de fortalecimento das políticas públicas, com foco na detecção precoce, ampliação do acesso ao tratamento e redução das desigualdades regionais no sistema de saúde.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: MEDICINA
Ano: 2026
Cutter: M488p
Publicação: 14-05-2026
Nº Páginas: 13
Autores:
MARÍLIA DE SOUZA LEÃO MEDEIROS (---)

Orientadores: 
Dr(a) PATRICK RAMON DOS SANTOS LEAL (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • adulto jovem 
  • Câncer de testículo
  • epidemiologia
  • MORTALIDADE
  • Saúde pública 
Keywords: 
  • epidemiology
  • MORTALITY
  • Public health
  • Testicular cancer
  • Young Adult