As florestas formam ecossistemas valiosos ao redor do mundo, e provêm recursos que
mantém a vida de populações humanas e animais, além de fornecer diversos serviços
ecossistêmicos, que contribuem para a saúde e qualidade de vida humana. elas vêm sendo
ameaçadas por diversos fatores antrópicos, já que a expansão territorial das cidades trouxe
uma importante perda de vegetação, criando mosaicos florestais, ilhas de vegetação
cercadas por aglomerados populacionais, chamadas de florestas urbanas. as florestas
urbanas são indispensáveis para o ecossistema urbano, assim, a investigação sobre a
percepção de seus usuários sobre a importância desses espaços para sua saúde é
necessária para aumentar a compreensão acerca da interação ser humano e meio ambiente.
avaliar a percepção dos frequentadores das florestas urbanas na cidade de são paulo sobre
os serviços ecossistêmicos oferecidos pela infraestrutura verde da cidade e caracterizar as
condições de saúde e bem-estar. a presente pesquisa objetiva compreender a percepção
dos frequentadores de áreas verdes e parques recreativos da cidade sobre os efeitos desses
espaços na saúde da população e delinear um protocolo de uma pesquisa de opinião voltada
à avaliação da percepção dos frequentadores de florestas urbanas na cidade de são paulo
acerca dos serviços ecossistêmicos oferecidos pela infraestrutura verde para caracterizar
suas condições de saúde e bem-estar. para tanto, a dissertação versa do capítulo um que
usa à metodologia da revisão integrativa da literatura com a pergunta norteadora: quais são
as percepções dos frequentadores de áreas verdes e parques recreativos da cidade sobre
os efeitos desses espaços na saúde da população? para realizar as buscas nas bases de
dados, foram utilizados os decs (descritores em ciências da saúde) e seus respectivos
sinônimos de “saúde da população”, “áreas verdes” e “parques recreativos” em português.
o acesso às bases de dados virtuais ocorreu no mês de março do ano de 2025. a triagem
dos artigos elegíveis foi realizada por dois revisores, buscando garantir rigor metodológico
na seleção dos artigos nas bases dados. as bases eletrônicas consultas foram pubmed,
literatura latino-americana e do caribe em ciências da saúde (LILACS), literatura
internacional em ciências da saúde (MEDLINE) e BDENF – Enfermagem, Recursos
Multimídia, Index Psicologia – periódicos, Vetindex e WHO IRIS no sítio da Biblioteca Virtual
Em Saúde (BVS). nas buscas nas bases de dados, foram resgatados 319 artigos e
aplicando o filtro para publicações dos último cinco anos, obte-se 153 artigo elegíveis para
esta revisão. destes foram 141 na medline, seis no LILACS, três no Recursos Multimídia, 1
na Index Psicologia – periódicos, um na VETINDEX e um na WHO IRIS. inicialmente foi
realizada a triagem por título e 109 artigos foram excluídos nesta etapa. sequencialmente a
triagem seguiu pela leitura dos resumos e 36 artigos foram excluídos, por fim, oito artigos
foram incluídos para análise, conforme expressa o diagrama de fluxo de estudos
selecionados. os resultados obtidos demonstraram que tais ambientes são amplamente
valorizados pelos usuários, que os reconhecem como promotores de benefícios físicos,
mentais e sociais, os quais se traduzem em melhor qualidade de vida e bem-estar. a análise
quantitativa da literatura evidenciou que a maioria dos entrevistados associa o uso regular
dos parques à prática de atividade física, redução do estresse, melhora do humor e
fortalecimento dos vínculos sociais. esses achados estão em consonância com evidências
da literatura nacional e internacional, que indicam que a presença, o acesso e a qualidade
das áreas verdes urbanas têm papel central na promoção da saúde pública, representando
importantes serviços ecossistêmicos urbanos.apesar dos benefícios percebidos, a pesquisa
também revelou limitações estruturais nos espaços estudados, como carência de
infraestrutura básica, insegurança e manutenção inadequada. esses obstáculos foram
apontados como fatores que limitam o uso pleno dos parques, especialmente por determinados grupos populacionais, como mulheres, idosos e pessoas com deficiência. o
capítulo dois versa da elaboração de um protocolo metodológico para condução de uma
pesquisa de opinião, de natureza quantitativa, descritiva e transversal. o objetivo do
protocolo é orientar a coleta e análise de dados sobre a percepção dos frequentadores de
florestas urbanas na cidade de são paulo quanto aos serviços ecossistêmicos oferecidos
pela infraestrutura verde urbana, bem como caracterizar condições autorreferidas de saúde
e bem-estar. o protocolo foi publicado na open science framework (OSF).O protocolo propõe
a aplicação da entrevista em um modelo de questionário, contendo dados referente ao perfil,
demografia, condições de saúde e percepção de serviços ecossistêmicos das florestas
urbanas na cidade de são paulo. serão selecionados 16 parques da cidade de são paulo -
sp, localizados em distritos com maior e menor desigualdade social. os participantes serão
selecionados de forma aleatória entre os frequentadores de cada 16 parques de interesse
deste estudo. Os entrevistados frequentadores dos parques serão abordados de maneira
aleatória. as perguntas serão respondidas aos pesquisadores que preencheram o formulário
com duração média de 3 minutos. Os dados coletados nos parques serão tabulados em uma
planilha de microsoft excel e posteriormente transferidos para o programa SPSS V.26 para
windows para limpeza e organização dos dados, incluindo verificação de consistência,
tratamento de dados ausentes, codificação de respostas abertas (quando aplicável), e
estruturação da base de dados em softwares estatísticos. Os dados serão apresentados na
forma de textos, tabelas e gráficos. a construção de um protocolo de pesquisa de opinião
sobre a percepção dos frequentadores de florestas urbanas a respeito dos serviços
ecossistêmicos oferecidos pela infraestrutura verde se justifica pela crescente valorização
desses espaços enquanto determinantes sociais e ambientais da saúde urbana. A proposta
visa responder à necessidade de produzir dados primários sobre a interface entre natureza
urbana, percepção subjetiva e condições de saúde da população, especialmente em
contextos metropolitanos como o de São Paulo [...]