INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional tem ampliado a incidência de fragilidade e declínio funcional entre idosos, especialmente no que se refere à perda de força muscular. A força de preensão palmar destaca-se como um indicador clínico relevante da funcionalidade global, estando associada à autonomia, ao risco de quedas, à morbidade e à mortalidade. A fisioterapia surge como intervenção fundamental para mitigar esses efeitos, favorecendo o fortalecimento muscular, a melhora da coordenação e o desempenho nas atividades da vida diária. METODOLOGIA: Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações PRISMA e estruturada pela estratégia PICO, com o objetivo de analisar a eficácia das intervenções fisioterapêuticas na melhora da força de preensão palmar em idosos com fragilidade. A busca foi realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed, PEDro e Google Acadêmico, incluindo estudos publicados entre 2013 e 2024, em português, inglês e espanhol. Foram selecionados estudos que abordaram intervenções como exercícios resistidos, terapias manuais, eletroestimulação, hidroterapia, terapia ocupacional e programas funcionais, desde que incluíssem avaliação objetiva da força de preensão. RESULTADOS: Os resultados evidenciam que a fisioterapia promove ganhos significativos na força palmar, reduz a fragilidade e melhora a funcionalidade, contribuindo para maior independência e qualidade de vida. Adicionalmente, benefícios psicossociais, como aumento da autoestima e redução da ansiedade, também são observados. CONCLUSÃO: Conclui-se que a fisioterapia constitui intervenção não farmacológica eficaz e essencial no cuidado integral ao idoso frágil, devendo ser incorporada a programas de reabilitação e envelhecimento ativo.
Palavras-chave: Fisioterapia. Força de preensão palmar. Síndrome da fragilidade. Idosos. Independência funcional