Introdução: A hanseníase representa um grande desafio para gestores e profissionais de saúde. Trata-se de uma doença negligenciada que acomete pacientes com vulnerabilidades sociais e econômicas, estando associadas aos fatores determinantes em saúde e a um passado histórico de estigmas e preconceitos sociais. Objetivo: Diagnosticar a rede de atenção ao paciente com suspeita ou diagnóstico de hanseníase, levantar fragilidades das ações de vigilância, e propor as adequações necessárias para gestão do Estado da Bahia. Método: Estudo transversal observacional. Foi elaborado um questionário quali-quantitativo, com questões referentes à caracterização da assistência, rede de exames e diagnóstico, tratamento e ações de vigilância. O instrumento foi aplicado eletronicamente pela plataforma Google Forms. O arquivo foi enviado as bases regionais de saúde, encaminhado à vigilância epidemiológica de cada município. Os dados coletados nos municípios foram tabulados em uma planilha do Microsoft Excel e posteriormente transferidos para o programa SPSS v.26 para Windows. Resultados: O estado apresenta uma boa cobertura de Atenção Primária à Saúde (APS). Todas as macrorregiões têm municípios com o atendimento centralizado no serviço especializado. Destaca-se a macrorregião Sul com 28,33% de municípios que não fazem o diagnóstico e consulta de hanseníase em unidade básica de saúde, destes 58,82% são da base regional de Itabuna e 41,18% na base de Ilhéus. Apesar das dificuldades com a descentralização da assistência, os pacientes não ficam desassistidos, até mesmo quando moram em uma área descoberta de APS, são encaminhados para USF de outra área ou serviço especializado ou outros serviços de saúde. Macrorregionais com o maior percentual de municípios com a assistência centralizada no serviço especializado, apresentaram um maior indicador de abandono ao tratamento. Foi observada a necessidade de qualificação nas macrorregionais do Nordeste e Centro Norte para execução do exame de avaliação neurológica simplificada. Observa-se uma sobrecarga na atenção terciária, decorrente da deficiência da atenção secundária no estado. Além disso, nota-se a necessidade de fortalecer as ações de Vigilância Epidemiológica, o que exige a imediata criação e padronização de fluxos e rotinas operacionais para a gestão de casos e a coleta de dados. Conclusões: A hanseníase é um desafio para a gestão do estado da Bahia e todos os profissionais da rede de saúde, que deve ser priorizado com a criação de estratégias e políticas públicas de saúde. A construção da linha do cuidado com os fluxos assistências e a definição da atenção secundária no estado é uma estratégia para garantia da integralidade da assistência ao paciente com hanseníase.
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Tipo De Obra: Tese
Classificação Temática: ENFERMAGEM
Ano: 2025
Cutter: S586d
Publicação: 11-02-2026
Nº Páginas: 121
Autores:
THAMIRES LAET CAVALCANTI E SILVA (---)

Orientadores: 
Dr(a) LUIZ EDUARDO NUNES FERREIRA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Assistência a saúde
  • Bahia
  • Diagnóstico 
  • Hanseníase
  • Rede de Atenção à Saúde
Keywords: 
  • BAHIA
  • Diagnosis
  • Health care
  • Health Care Network
  • Leprosy