A alfabetização constitui uma etapa fundamental da educação básica, por possibilitar o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita necessárias à participação social, cultural
e cidadã dos indivíduos. Historicamente, esse processo foi marcado pelo predomínio de métodos tradicionais, centrados na memorização, na repetição e na decodificação mecânica do sistema de escrita alfabética. No entanto, as transformações sociais, culturais e educacionais das últimas décadas impulsionaram a emergência de abordagens inovadoras, que compreendem o aluno como sujeito ativo da aprendizagem e valorizam a função social da linguagem. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar, por meio de pesquisa bibliográfica, os principais métodos de alfabetização, desde os tradicionais até os inovadores, discutindo suas características, contribuições, limites e críticas. A investigação fundamenta-se em autores clássicos e contemporâneos da área da educação, como Soares, Morais, Mortatti, Freire e Bacich e Moran. Os resultados evidenciam que nenhum método, isoladamente, é suficiente para atender à complexidade do processo de alfabetização, sendo fundamental a atuação mediadora do professor na articulação de diferentes abordagens pedagógicas. Conclui-se que práticas alfabetizadoras contextualizadas, significativas e socialmente referenciadas favorecem uma aprendizagem mais efetiva, crítica e inclusiva, contribuindo para a formação de sujeitos capazes de utilizar a linguagem escrita de forma consciente e participativa na sociedade.