O presente trabalho tem como objetivo central analisar a complexa relação jurídica estabelecida entre o Microempreendedor Individual (MEI) e as empresas contratantes do segmento de salões de beleza, setor que tem se destacado pela adoção crescente desse modelo de contratação. A pesquisa busca compreender os limites da autonomia do profissional enquadrado como MEI e os riscos jurídicos decorrentes da eventual configuração de vínculo empregatício, especialmente diante da aplicação dos elementos clássicos da relação de emprego: subordinação, habitualidade, pessoalidade e onerosidade. A metodologia adotada é qualitativa, com ênfase em revisão bibliográfica, análise documental e exame de decisões jurisprudenciais, que permitem observar como o Poder Judiciário tem enfrentado os casos em que se discute a validade da formalização por meio do MEI frente à realidade fática da prestação de serviços. A análise revela que, embora o regime do MEI tenha sido instituído com o propósito de formalizar o trabalho autônomo e fomentar o empreendedorismo, sua utilização no setor de salões de beleza pode, em determinadas situações, mascarar relações de emprego típicas, desviando-se da finalidade original da norma e gerando insegurança jurídica. Tal cenário expõe tanto os profissionais quanto os empresários a riscos significativos: os primeiros, quanto à ausência de garantias trabalhistas básicas; os segundos, quanto à possibilidade de passivos judiciais decorrentes de reclamatórias trabalhistas e autuações fiscais. Os resultados do estudo evidenciam a importância de uma atuação preventiva por parte das empresas contratantes, pautada na correta caracterização da relação jurídica e na observância dos critérios legais que definem o trabalho autônomo. Ademais, o trabalho ressalta a necessidade de avanços legislativos e de políticas públicas que conciliem a flexibilização das formas de contratação com a proteção mínima dos direitos sociais dos trabalhadores. Conclui-se, assim, que a construção de um ambiente jurídico equilibrado demanda não apenas a adequação formal das contratações, mas também o comprometimento ético com a realidade concreta das relações de trabalho.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: DIREITO
Ano: 2025
Cutter: C331r
Publicação: 22-01-2026
Nº Páginas: 40
Autores:
ITALO GUSTAVO CAVALCALNTI CARVALHO (---)

Orientadores: 
Esp. KARLA RUBIA CAMPOS DA SILVA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Autonomia Contratual
  • MEI
  • salão de beleza 
  • Terceirização
  • Vínculo empregatício
Keywords: 
  • Beauty salons
  • Contractual Autonomy
  • Employment relationship
  • MEI – Individual Microentrepreneur
  • Outsourcing