Inspirado no filme Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, e sustentado por referências teóricas que discutem memória, imagem e poder, este projeto propõe a criação de um fotolivro físico como produto experimental, utilizando a linguagem visual como forma de lembrar, registrar e resistir. O fotolivro se constitui como uma narrativa poética e crítica que entrelaça fragmentos de filmes, arquivos e intervenções gráficas em colagem, transformando imagens em atos de memória. A partir dele, pretende-se investigar de que forma o cinema pode atuar como forma de resistência ao apagamento histórico e à distorção das memórias coletivas, especialmente no contexto da ditadura militar brasileira, conforme os apontamentos de Walter Benjamin (1940), que relaciona imagem e política do recordar. Além disso, a ideia de que “as imagens sobrevivem”, desenvolvida por Georges Didi-Huberman (2017), fundamenta a escolha pela colagem e pelo fragmento como estratégias metodológicas e estéticas do fotolivro. A discussão sobre memória como elaboração do trauma, baseada em Márcio Seligmann-Silva (2003), orienta a leitura das imagens como restos simbólicos que permitem a reinscrição do passado no presente. Em tempos marcados pelo revisionismo e pela desinformação, lembrar torna-se um gesto político e afetivo de resistência. Assim, o estudo reforça o papel da comunicação visual como linguagem de resistência e como instrumento de reconstrução da identidade cultural e histórica de um povo.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PUBLICIDADE E PROPAGANDA
Ano: 2025
Cutter: S237
Publicação: 21-01-2026
Nº Páginas: 33
Autores:
MARCOS OLIVEIRA DOS SANTOS (---)

Orientadores: 
M.Sc. CAROLINE VERAS SOBREIRA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Ainda Estou Aqui
  • Cinema
  • Ditadura Militar
  • Fotolivro
  • Memória
Keywords: 
  • Cinema.
  • I'm Still Here
  • Memory
  • Military Dictatorship
  • Photobook