A leucemia linfocítica crônica (LLC) é uma neoplasia hematopoiética maligna de
evolução lenta, que acomete predominantemente linfócitos maduros derivados de
células-tronco linfoides. Esses linfócitos, geralmente bem diferenciados, acumulam- se na medula óssea, no baço e em outros órgãos linfoides, promovendo uma
progressão discreta da enfermidade. Entre os fatores associados ao seu
desenvolvimento destacam-se infecções crônicas, exposição a poluentes ambientais, radiações ionizantes, além de predisposições genéticas e raciais. A doença é mais
frequentemente diagnosticada em cães do que em gatos, sendo os animais idosos, acima de 10 anos, os mais acometidos. Os sinais clínicos são progressivos e
inespecíficos, incluindo perda de peso, letargia, vômitos, diarreia, poliúria, polidipsia, pirexia e mucosas pálidas. O diagnóstico pode ocorrer de forma incidental em
exames hematológicos de rotina, sendo complementado por técnicas como
citometria de fluxo, mielograma e exames citoquímicos, fundamentais para o
diagnóstico diferencial. Por se tratar de uma enfermidade de curso crônico, a LLC
requer acompanhamento contínuo e abordagem terapêutica individualizada. O
tratamento geralmente envolve o uso combinado de prednisona e clorambucil, com
resultados clínicos satisfatórios. Este trabalho tem como objetivo descrever
detalhadamente os sinais clínicos, os métodos laboratoriais empregados no
diagnóstico e as principais opções terapêuticas da leucemia em cães, visando
ampliar o entendimento sobre a doença e contribuir para o aprimoramento das
condutas clínicas e estratégias de manejo na medicina veterinária