A síndrome podotroclear (SP), também conhecida como síndrome do navicular, é uma
das principais causas de claudicação em equinos, especialmente em animais de alto
desempenho. Trata-se de uma afecção crônica e degenerativa que acomete o aparato
podotroclear, composto pelo osso navicular, tendão flexor digital profundo e
ligamentos adjacentes, resultando em dor, alterações morfológicas e
comprometimento do bem-estar animal. Este estudo teve como objetivo avaliar a
influência da SP sobre o bem-estar equino, destacando suas causas, manifestações
clínicas, diagnóstico e tratamentos disponíveis. A pesquisa foi desenvolvida por meio
de uma revisão bibliográfica qualitativa, utilizando artigos publicados entre 2010 e
2025 nas bases SciELO, ScienceDirect e Google Acadêmico. Os resultados
evidenciaram que a síndrome está associada a fatores multifatoriais, como alterações
biomecânicas do casco, conformações inadequadas e manejo incorreto de
ferrageamento, que geram sobrecarga nas estruturas do aparelho locomotor. Os
sinais clínicos mais comuns incluem dor, passada curta e claudicação. O diagnóstico
baseia-se em exame clínico, bloqueios anestésicos e métodos de imagem, como
radiografia e ultrassonografia. O tratamento pode ser cirúrgico, com neurectomia ou
bursoscopia, ou não cirúrgico, envolvendo repouso, ferrageamento corretivo e uso de
medicamentos. Conclui-se que a síndrome podotroclear compromete
significativamente o bem-estar físico e mental dos equinos, exigindo diagnóstico
precoce, manejo adequado e práticas preventivas para reduzir o impacto da dor e
manter a qualidade de vida dos animais.