O diagnóstico de câncer de mama se configura como um evento abrupto e desestabilizador, que transcende o âmbito biológico e produz intenso impacto emocional, marcado por sentimentos de medo, angústia, tristeza e desespero. Este estudo, uma revisão de literatura, objetivou analisar as emoções vivenciadas por mulheres no momento do diagnóstico de câncer de mama e seus impactos no processo de tratamento. A metodologia consistiu em uma busca na plataforma Google Acadêmico, com busca orientada por descritores DeCS/MeSH, considerando o período de 2014 a 2024, com a inclusão de estudos anteriores de relevância teórica indispensável, resultando na seleção final de 13 artigos. Os resultados demonstram que o sofrimento emocional desencadeado pelo diagnóstico e agravado pelo tratamento especialmente pela quimioterapia e pelas transformações corporais como a mastectomia e a alopecia impacta profundamente a autoimagem, a feminilidade, as relações interpessoais e a qualidade de vida. Evidenciou-se, pela perspectiva da psiconeuroimunologia, que emoções negativas e o estresse psicológico crônico podem influenciar negativamente o sistema imunológico, estabelecendo uma relação bidirecional entre mente e corpo. Como fatores protetivos, destacam-se o suporte social (familiar e comunitário), a espiritualidade, o autocuidado e o suporte psicológico especializado, que se mostraram essenciais para o enfrentamento, a resiliência e a adesão ao tratamento. Conclui-se que a abordagem do câncer de mama deve ser integral e biopsicossocial, integrando cuidados médicos e psicológicos para acolher a mulher em sua totalidade, promovendo não apenas a cura física, mas também a reconstrução subjetiva e a ressignificação da experiência de adoecer.