O estudo, em destaque, assume como norte analisar os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo, social e emocional de crianças, tendo como arcabouço metodológico a abordagem qualitativa, estruturada por meio de uma revisão bibliográfica. A investigação descreve como ocorre o desenvolvimento infantil, prioritariamente, a partir das interações sociais e de experiências concretas, conforme apontam Piaget e Vygotsky, além das contribuições de autores contemporâneos como Nascimento e Santos. Ademais, o estudo reflete sobre a exposição prolongada a dispositivos digitais, destacando percepções negativas amplamente discutidas por Desmurget, tais como o déficit de habilidades essenciais, incluindo linguagem, atenção, memória, sono e interação social. A pesquisa evidencia que, historicamente, com a popularização das tecnologias digitais e, sobretudo, durante a pandemia da COVID-19, houve um aumento expressivo do tempo de tela entre crianças, ampliando os riscos ao desenvolvimento saudável. Entre os resultados, observa-se que conteúdos rápidos e altamente estimulantes tendem a reduzir a capacidade de concentração, enquanto o uso não mediado das telas favorece comportamentos sedentários, irritabilidade e dificuldades socioemocionais. Em contrapartida, o estudo conclui que o uso equilibrado e mediado das tecnologias pode promover benefícios cognitivos e criativos, desde que associado à supervisão adulta, à seleção de conteúdos educativos e ao estabelecimento de limites claros. Por fim, a análise reafirma a necessidade de corresponsabilidade entre família, escola e sociedade para garantir usos saudáveis e favoráveis ao desenvolvimento integral das crianças.