A incidência de HIV no Brasil tem apresentado declínio gradual nas últimas duas décadas, mas ainda concentra-se em grupos vulneráveis como homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis, transexuais e populações em situação de rua. Entre 2010 e 2023, a taxa de detecção caiu de 21,5 para 15,3 casos por 100 mil habitantes, refletindo a ampliação do teste rápido, a disponibilidade de tratamento antiretrovíral precoce (TASPE) e a implementação de estratégias de prevenção combinada. Fatores de risco persistem: baixa escolaridade, uso inconsistente de preservativo, múltiplas parcerias sexuais e coinfecções por sífilis e hepatites. A migração interna e a vulnerabilidade socioeconômica agravam a transmissão em regiões Norte e Nordeste, onde a taxa ainda supera a média nacional. Estratégias de prevenção incluem a profilaxia pré-exposição (PrEP), campanhas de conscientização em redes sociais, ampliação de centros de testagem e a integração de serviços de saúde sexual com atenção primária. O fortalecimento da vigilância epidemiológica e a garantia de acesso universal ao tratamento são essenciais para alcançar a meta de 90‑90‑90 até 2030, reduzindo a mortalidade e a transmissão vertical. Investimentos em educação, redução de estigma e políticas públicas inclusivas são pilares para controlar a epidemia no país.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: ENFERMAGEM
Ano: 2025
Cutter: F224a
Publicação: 06-01-2026
Nº Páginas: 9
Autores:
GABRIELLY DE OLIVEIRA CASAGRANDE (oliveiragabrielly81@gmail.com)

ANA PAULA SANTOS FARIAS (---)

Orientadores: 
M.Sc. RICARDO FELIPE DE SOUZA CARAMES (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • AIDS
  • HIV
  • PeP
  • PreP
  • Prevenção
Keywords: 
  • CD4 COUNT
  • Infections
  • Stigma
  • Transmission
  • viral load