A Terapia Assistida por Animais tem se mostrado uma abordagem terapêutica
promissora para crianças com Transtorno do Espectro Autista, contribuindo para
melhorias no engajamento social, comunicação, autorregulação emocional e bem-
estar geral, com o objetivo de investigar de que forma a terapia assistida por animais
aplicada a crianças com Transtorno do Espectro Autista se relaciona com a
responsabilidade ética no manejo dos animais coterapeutas. Este estudo foi
desenvolvido por meio de uma revisão integrativa, de caráter qualitativo e
interdisciplinar, envolvendo as áreas de Medicina Veterinária e Psicologia. A busca
bibliográfica foi conduzida na base Scielo, abrangendo publicações entre 2015 e 2025,
em português e inglês. Utilizaram-se as palavras-chaves “bem-estar animal”,
“desenvolvimento infantil”, “intervenção assistida por animais” e “transtorno do
espectro autista”, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, a fim
de localizar estudos que abordassem a relação entre o uso terapêutico de animais, o
desenvolvimento psicossocial infantil e o bem-estar dos animais coterapeutas. Foram
incluídos artigos originais, que abordassem diretamente a relação entre Terapia
Assistida por Animais, Transtorno do Espectro Autista e ética veterinária, enquanto
estudos duplicados, fora de escopo ou com metodologia insuficiente foram excluídos.
A análise dos estudos revelou que a Terapia Assistida por Animais promove ganhos
consistentes nas dimensões emocional, social e cognitiva das crianças,
especialmente em intervenções mediadas por cães e cavalos, ao mesmo tempo em
que evidenciaram a necessidade de garantir o bem-estar animal, destacando a
importância do manejo adequado e da avaliação contínua por médicos-veterinários. A
atuação do veterinário se mostra central, assegurando a saúde e segurança dos
animais, orientando a equipe multiprofissional e contribuindo para a aplicação de
protocolos éticos e sustentáveis. Apesar dos resultados promissores, ainda existem
lacunas na padronização de protocolos e na regulamentação nacional, indicando a
necessidade de pesquisas rigorosas e da integração entre Psicologia, Educação e
Medicina Veterinária. Sugere-se que a Terapia Assistida por Animais constitui uma
prática interdisciplinar eficaz, ética e segura, capaz de promover benefícios mútuos
para crianças com Transtorno do Espectro Autista e os animais envolvidos,
consolidando-se como uma estratégia terapêutica inovadora e socialmente relevante.