A Doença de Chagas considerada um problema de saúde pública em áreas endêmicas da América Latina, especialmente na região amazônica brasileira, onde persistem condições socioambientais e epidemiológicas favoráveis à manutenção do ciclo de transmissão. No estado do Pará, a ocorrência de casos agudos tem sido associada, predominantemente, à transmissão oral relacionada ao consumo de alimentos contaminados, além de fatores ligados ao ambiente domiciliar e periurbano. Considerando esse cenário, torna-se relevante compreender os padrões de óbito associados à doença, dado que representa o desfecho clínico mais grave e um indicador sensível dos déficits na vigilância epidemiológica, no acesso oportuno ao diagnóstico e na efetividade das medidas terapêuticas. Diante disso, o presente estudo tem por finalidade avaliar a taxa de óbitos por Doença de Chagas no estado do Pará entre os anos de 2014 e 2023, utilizando como base de referência os sistemas oficiais de informação em saúde e as notificações consolidadas no âmbito estadual. A transmissão ocorre por múltiplas vias, incluindo vetorial clássica por fezes contaminadas do barbeiro, transfusional, congênita, transplantes, acidentes laboratoriais e ingestão de alimentos contaminados. No entanto, a região amazônica, particularmente o estado do Pará, apresenta padrão epidemiológico singular caracterizado pelo predomínio da transmissão oral. A ingestão de açaí e outros produtos regionais processados artesanalmente, sem higienização adequada, configura-se como o principal mecanismo de exposição atual. A permanência de triatomíneos em áreas de palmeiras, o manejo extrativista do fruto e a informalidade na cadeia produtiva favorecem a contaminação alimentar e a ocorrência de surtos. As fases clínicas da infecção incluem um período agudo marcado por alta parasitemia, evolução rápida e manifestações sistêmicas como febre persistente, mal-estar, adenomegalia e hepatoesplenomegalia. Na transmissão oral, esse curso inicial tende a ser mais grave devido à elevada carga parasitária ingerida, elevando o risco potencial de complicações cardíacas. A ausência de sinais clássicos como o sinal de Romaña dificulta o diagnóstico precoce e contribui para a transição à fase crônica, que pode evoluir de uma forma indeterminada assintomática para formas cardíacas e digestivas, com repercussões significativas sobre mortalidade e incapacidade. Nessa perspectiva, a qualificação da vigilância laboratorial, o controle sanitário de alimentos e a ampliação do acesso ao diagnóstico tornam-se centrais para a mitigação dos desfechos graves.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: BIOMEDICINA
Ano: 2025
Cutter: S237
Publicação: 05-01-2026
Nº Páginas: 40
Autores:
Iona clicia Rodrigues dos Santos  (ionasantos779@gmail.com)

Lorena Rayane Silva Mota (lorenamagno2018@gmail.com)

MARIA GABRIELA SELEIRO DOS SANTOS (---)

Orientadores: 
Dr(a) BRUNO JOSE MARTINS DA SILVA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Doença de chagas
  • Epidemiologia.
  • Saúde pública 
  • Transmissão
  • Trypanosoma cruzi.
Keywords: 
  • Chagas disease
  • Epidemiology.
  • Oral
  • Transmission
  • Trypanosoma cruzi