A pele, maior órgão do corpo humano, exerce funções essenciais de proteção,
regulação térmica manutenção da homeostase e defesa imunológica. Composta por
três camadas principais (epiderme, derme e hipoderme) sua integridade e
rejuvenescimento dependem de processos contínuos de renovação celular e síntese
de colágeno e elastina. O envelhecimento cutâneo, acelerado por fatores como
exposição solar e hábitos nocivos, pode ser tratado por meio de peelings químicos,
procedimentos que promovem a renovação controlada da pele por meio de ácidos
aplicados em diferentes profundidades. Classificados em superficiais, médios e
profundos, esses tratamentos são indicados conforme o fototipo do paciente, suas
necessidades específicas e as contraindicações existentes, exigindo sempre
cuidados pós-procedimento rigorosos, especialmente em relação à hidratação e
proteção solar. Este estudo teve como objetivo analisar os mecanismos de ação, as
indicações e as contraindicações dos principais tipos de peelings químicos utilizados
na estética facial. Trata-se de uma revisão de literatura narrativa e descritiva,
baseada em publicações de 2010 a 2025. Foram revisados ácidos como salicílico,
glicólico, mandélico, tricloroacético (TCA), retinol, Jessner e fenol. Os resultados
indicam que a escolha do tipo de peeling deve considerar o fototipo, a espessura da
pele e o objetivo terapêutico. Assim, este estudo reforça a importância do
conhecimento anatômico e fisiológico da pele, bem como da compreensão das
especificidades de cada agente químico, como base essencial para garantir
segurança, previsibilidade e resultados satisfatórios nas práticas biomédicas
estéticas. Conclui-se que os peelings são seguros e eficazes quando aplicados por
profissionais capacitados e com avaliação individualizada.