A revolução digital transformou profundamente a forma de interação humana,
modificando a noção de tempo e espaço e influenciando significativamente a vida social
contemporânea. Nesse cenário, observa-se que adolescentes constituem um dos grupos mais
impactados pelas tecnologias digitais, especialmente pelas redes sociais, que, embora ampliem
o acesso à informação e promovam novas formas de sociabilidade, também apresentam riscos
à saúde mental. Estudos apontam que o uso excessivo dessas plataformas pode favorecer o
surgimento de quadros de ansiedade, depressão, baixa autoestima e insegurança, intensificados
por fenômenos como comparações sociais, cyberbullying e superexposição. A adolescência,
entendida como etapa crucial para a construção da identidade, segundo Erikson, torna-se ainda
mais vulnerável diante das pressões impostas pelo ambiente digital. Dessa forma, este artigo
tem como objetivo analisar a relação entre as vivências de adolescentes nas redes sociais e seus
impactos emocionais, com ênfase nos sintomas ansiosos. Trata-se de um estudo de revisão
integrativa de caráter qualitativo, realizado a partir da análise de artigos científicos disponíveis
em bases de dados como SciELO e LILACS, publicados entre 2020 e 2025. O processo metodológico envolveu etapas de seleção, avaliação crítica e síntese dos estudos, priorizando
trabalhos que abordassem os efeitos psicológicos e comportamentais do uso das mídias digitais
por adolescentes. Conclui-se que, embora as redes sociais ofereçam possibilidades de interação
e pertencimento, é necessário refletir sobre seus efeitos adversos e incentivar práticas que
favoreçam um uso mais consciente, responsável e saudável desse espaço virtual.