A tripla jornada de trabalho vivenciada pelas mulheres, que reúne trabalho remunerado, tarefas
domésticas e cuidados familiares, permanece como um importante fator de adoecimento
emocional e sobrecarga. Essa condição se agrava devido a fatores socioculturais e históricos
que reforçam desigualdades de gênero e naturalizam a centralidade feminina no cuidado. Diante
desse cenário, o estudo teve como objetivo analisar como a tripla jornada de trabalho afeta a
saúde mental das mulheres. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática bibliográfica nas
bases SciELO, LILACS, PubMed e Periódicos CAPES, utilizando descritores relacionados à
saúde mental, jornada de trabalho feminina e sobrecarga. Os resultados evidenciaram que a
tripla jornada está associada ao aumento de sintomas ansiosos, fadiga emocional, estresse,
sinais de burnout e maior vulnerabilidade depressiva. Os estudos destacaram que a
desigualdade na divisão do trabalho doméstico, a precarização laboral e a falta de suporte
institucional são elementos que intensificam o sofrimento mental feminino. Observou-se
também que o acúmulo de papéis compromete o bem-estar, a produtividade e a qualidade de
vida. Concluiu-se que o adoecimento mental não decorre apenas da atividade laboral, mas da
soma das responsabilidades que recaem sobre o gênero feminino, reforçadas por fatores sociais,
culturais e econômicos. Assim, torna-se urgente o desenvolvimento de políticas públicas e
práticas institucionais que promovam equidade e reduzam a sobrecarga feminina, além da
necessidade de novas pesquisas que ampliem o debate sobre o tema.
Tipo De Obra: Artigo Científico
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: S586
Publicação: 02-01-2026
Nº Páginas: 33
Autores:MILENA FERREIRA DA SILVA (---)
Orientadores: Dr(a) VICTOR HUGO DA SILVA SANTOS
(Lattes)
Palavras-Chave: - gênero
- mulher
- SAÚDE MENTAL
- Sobrecarga
- Trabalho
Keywords: - gender
- Mental health
- Overload
- Women
- work