O presente estudo aborda o papel do esporte como instrumento de educação inclusiva na Educação Infantil, buscando responder à questão de como a prática esportiva pode promover a participação, o desenvolvimento integral e a socialização de crianças com deficiência. Justifica-se pela relevância de compreender o potencial do esporte como ferramenta pedagógica capaz de romper barreiras e consolidar a escola como espaço de equidade e cidadania. Fundamenta-se em autores como Mantoan (2003), Ainscow (2005), Ribeiro (2009) e Sassaki (2009), que discutem conceitos de inclusão, diversidade e esporte adaptado, bem como em documentos legais, como a Constituição Federal (1988), a LDB (1996), a Lei Brasileira de Inclusão (2015) e a Base Nacional Comum Curricular (2017). A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, de natureza qualitativa, com enfoque descritivo e exploratório, utilizando como instrumentos de coleta de dados livros, artigos, teses, dissertações e documentos oficiais publicados entre 2005 e 2025. A abordagem qualitativa permitiu a interpretação crítica e reflexiva do fenômeno, enquanto a vertente descritiva e exploratória possibilitou a identificação dos principais conceitos, práticas pedagógicas e lacunas na literatura sobre o tema. Os resultados indicam que a prática do esporte inclusivo na Educação Infantil favorece a interação, a cooperação e o respeito às diferenças, promovendo não apenas o desenvolvimento físico, mas também o crescimento cognitivo, emocional e social das crianças. Observa-se que a atuação do professor como mediador é fundamental, sendo necessária a formação continuada, a adaptação de recursos e a criação de ambientes pedagógicos acessíveis e acolhedores. O estudo evidencia, ainda, que a implementação do esporte inclusivo contribui para a construção de uma cultura escolar mais justa, equitativa e comprometida com a valorização da diversidade.