A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível caracterizada
por níveis persistentemente elevados de pressão arterial e segue entre os principais
determinantes de mortalidade no mundo. Entre as estratégias não farmacológicas de
tratamento recomenda-se o treinamento resistido devido ao efeito hipotensor consistente,
entretanto ainda há necessidade de esclarecimentos acerca da prescrição. Foi realizada revisão
bibliográfica integrativa em PubMed/Medline, Scopus, SciELO e LILACS, entre 2019 e
2025, utilizando os descritores “Hypertension”, “Hypertension Arterial”, “Resistance
Training”, “Resistance Exercise”, “Isometric Exercise” e “Strength Training”, além dos
termos livres em português “hipertensão arterial”, “treinamento resistido”, “treinamento de
força”, “musculação” e “exercício isométrico”, incluindo ensaios clínicos randomizados e
metanálises com adultos hipertensos e desfechos de pressão arterial em repouso. Foram
selecionados 26 artigos, dos quais sete preencheram os critérios de inclusão. Programas
estruturados de treinamento resistido dinâmico e isométrico, com intensidades leves a
moderadas, frequência de duas a três sessões semanais e progressão conservadora,
associaram-se a reduções clinicamente relevantes da pressão arterial, com baixa ocorrência de
eventos adversos quando respeitados limites pressóricos e monitorização sistemática. Em
síntese, o treinamento resistido pode ser integrado de forma segura e efetiva ao tratamento de
adultos hipertensos, desde que a prescrição siga critérios claros de intensidade, volume e
segurança, articulados com o acompanhamento multiprofissional.