A hemofilia é uma doença genética rara que compromete a coagulação sanguínea, predispondo indivíduos a hemorragias e complicações musculoesqueléticas. A prática regular de atividade física apresenta-se como um recurso com potencial para promover saúde, funcionalidade e bem-estar em diversas populações, incluindo pessoas com hemofilia. Este estudo tem como objetivo investigar, a partir da literatura científica recente, os efeitos da atividade física sobre a saúde de indivíduos hemofílicos. Quanto à metodologia, adotou-se uma abordagem bibliográfica integrativa, qualitativa, exploratória e descritiva, analisando estudos publicados entre 2021 e 2025 nas bases de dados Scielo, Portal de Periódicos da CAPES e PubMed. O método de análise utilizado foi a análise categorial e os descritores usados na busca foram“hemofilia” e “atividade física”, bem como “hemophilia” and “physical activity”. Para os resultados, foram lidos na íntegra 17 artigos e os achados indicam que exercícios aeróbicos, de força, resistência elástica, baixo impacto e proprioceptivos são seguros quando realizados sob supervisão profissional e com acompanhamento profilático adequado. Entre os benefícios observados destacam-se: melhora da função muscular e articular, saúde cardiovascular e pulmonar, prevenção de atrofia e fraturas, bem-estar psicossocial e redução de eventos hemorrágicos. Apesar dos riscos potenciais, como dor, fadiga e eventos hemorrágicos, a prática orientada e adaptada se mostra segura. Conclui-se que a atividade física constitui uma intervenção terapêutica complementar para pessoas com hemofilia, promovendo ganhos físicos, funcionais e psicossociais, quando planejada individualmente e supervisionada adequadamente. Recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas longitudinais e protocolos específicos para ampliar a segurança e eficácia da prática de exercícios nesse público.