A prática regular de atividade física tem sido amplamente reconhecida como um fator de proteção para a saúde
mental, especialmente na redução de sintomas de ansiedade e depressão. Evidências científicas apontam que o
exercício estimula neurotransmissores como serotonina e endorfina, responsáveis pela regulação do humor e
pela sensação de bem-estar, além de influenciar de forma breve, porém relevante, fatores neurotróficos como
o BDNF, contribuindo para a plasticidade neural. No contexto brasileiro, marcado por elevados índices desses
transtornos, compreender tais efeitos torna-se essencial. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre
níveis habituais de atividade física e sintomas emocionais, considerando diferenças entre faixas etárias, gêneros
e modalidades de prática. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem
qualitativa, realizada por meio de busca sistematizada nas bases Google Acadêmico, SciELO, PubMed e
ResearchGate, com publicações entre 2010 e 2024. Foram adotados critérios de inclusão referentes à relevância
temática, rigor metodológico e relação direta com ansiedade e depressão, resultando em 18 estudos
selecionados após triagem e avaliação crítica. A análise foi conduzida por categorização temática envolvendo
eixos neurológico, psicológico e social. Os resultados indicaram que exercícios aeróbicos, práticas de
intensidade leve a moderada e atividades coletivas contribuem de forma significativa para a redução de
sintomas emocionais, melhora do sono, aumento da autoestima e fortalecimento da resiliência. Constatou-se
também maior vulnerabilidade entre adolescentes do sexo feminino e indivíduos fisicamente inativos. Conclui
se que a atividade física constitui estratégia acessível, eficaz e complementar às intervenções tradicionais em
saúde mental, embora ainda existam lacunas metodológicas e necessidade de estudos longitudinais no cenário
brasileiro.