RESUMO
Introdução: A cobertura vacinal é um indicador essencial para o controle de
doenças imunopreveníveis e para a proteção da saúde coletiva. No Brasil, o
Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem historicamente desempenhado papel
fundamental na oferta gratuita e universal de imunobiológicos, alcançando altos
índices de cobertura ao longo das décadas. Contudo, entre os anos de 2020 e 2024,
observou-se uma queda significativa nas taxas vacinais, especialmente entre
crianças, o que acendeu um alerta sobre o risco de reintrodução de doenças já
controladas, como o sarampo e a poliomielite. Objetivo: Este estudo teve como
objetivo analisar a cobertura vacinal no Brasil comparando diferentes vacinas entre
os anos de 2020 e 2024,. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com
base em dados secundários do Sistema de Informações do Programa Nacional de
Imunizações (SI-PNI), disponível no DataSUS, abrangendo o período de janeiro de
2020 a dezembro de 2024. Os dados foram organizados e analisados por meio de
planilha eletrônica, utilizando estatística descritiva simples (valores absolutos e
percentuais). Resultados: Os resultados revelaram uma queda acentuada nas
coberturas vacinais entre 2020 e 2022, associada aos impactos da pandemia de
COVID-19, à desinformação, à hesitação vacinal e a desigualdades regionais. Em
2023 e 2024, observou-se uma recuperação parcial, impulsionada por campanhas
públicas e ações emergenciais do Ministério da Saúde, como o Movimento Nacional
pela Vacinação. A literatura científica reforça a necessidade de atuação contínua da
enfermagem e das equipes de atenção básica na promoção da saúde, na educação
em saúde e na busca ativa de não vacinados. Conclusão: Conclui-se que, embora
os esforços recentes tenham melhorado alguns indicadores, o Brasil ainda enfrenta
desafios significativos para retomar as metas ideais de cobertura vacinal e garantir a
sustentabilidade do PNI. O fortalecimento das estratégias de comunicação, o
combate à desinformação e o investimento em estrutura e recursos humanos são
essenciais para garantir o sucesso das políticas públicas de imunização.