O Panax ginseng é amplamente utilizado na prática esportiva por suas propriedades adaptógenas, antioxidantes e potencial ergogênico, sendo associado à melhora da resistência física, redução da fadiga e otimização da recuperação muscular. No entanto, as evidências científicas sobre sua eficácia apresentam resultados variados, o que reforça a necessidade de uma análise integrativa que permita compreender de forma clara a magnitude e a consistência desses efeitos. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os efeitos do Panax ginseng na melhora da resistência física. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, escritos em português ou inglês e que investigassem a relação entre a suplementação de Panax ginseng e variáveis relacionadas ao desempenho físico. Ao todo, foram selecionados artigos experimentais e clínicos que avaliaram mecanismos fisiológicos, biomarcadores de fadiga, desempenho neuromuscular, percepção de esforço, estresse oxidativo e recuperação pós-exercício. Evidências adicionais sugerem que seus compostos bioativos, especialmente os ginsenosídeos, influenciam vias metabólicas ligadas à resposta ao estresse, sensibilidade à insulina, função cognitiva sob pressão e manutenção da performance em condições de alta demanda fisiológica. Apesar dos resultados promissores, observa-se grande heterogeneidade entre os estudos, especialmente em relação às doses utilizadas, ao tempo de suplementação, ao tipo de extrato empregado e ao perfil dos participantes, fatores que dificultam a generalização das conclusões. Em síntese, a literatura atual indica que o Panax ginseng apresenta potencial relevante como recurso ergogênico natural, principalmente para redução da fadiga e suporte à recuperação muscular, embora haja necessidade de maior padronização metodológica em estudos futuro.